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A falsa escolha da Europa para a computação de IA: como a resposta está na geografia

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Durante séculos, a riqueza da Europa seguiu uma lógica geográfica, não fronteiras nacionais. Portos onde as correntes favoreciam o comércio. Caminhos-de-ferro pelas passagens que ligavam os mercados. Terras agrícolas onde o solo o permitia. A questão que a Europa enfrenta agora, com urgência, é se aplicará o mesmo raciocínio à oportunidade de Inteligência Artificial.

Basta estarmos na costa de Sines para que a lógica seja imediatamente evidente. Cabos submarinos transportam dados entre a Europa e o continente Americano. A energia eólica offshore e o sol português alimentam uma rede elétrica que se estabelece entre as mais limpas da Europa e, gradualmente, entre as mais competitivas para grande consumo. A água fria do Atlântico arrefece melhor do que qualquer sistema mecânico. Sines não é meramente uma boa localização para um centro de dados. É a casa natural para a infraestrutura que alimentará o próximo século de prosperidade europeia.

Hoje, a Europa considera amplamente dois modelos para a computação de IA. Contudo, nenhum deles serve plenamente os interesses europeus a longo prazo. Um defende o arrendamento a fornecedores estrangeiros e o foco na regulação. O outro exige soberania e o controlo total, com capacidade equivalente em cada Estado-Membro, independentemente da economia energética, dos custos ou da física. O primeiro transforma os países em inquilinos permanentes. O segundo cria ineficiência disfarçada de independência.

Existe, porém, um modelo........

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