Uma geração sem tempo - e sem imaginação
Saí há dias da inauguração de uma exposição de pintura, “Être more oggi”, de Luís Silveirinha. Para além do reconhecimento que hoje tem como artista plástico, inteiramente merecido, para mim continua a ser um antigo colega de mestrado que se tornou um bom amigo, desde o tempo em que as nossas carreiras estavam ainda por construir.
Falámos do percurso, naturalmente. Mas, a certa altura, a conversa desviou-se. O Luís continua a dar aulas de Educação Visual, por gosto, a alunos do 5.º ao 9.º ano. Perguntei-lhe se sentia diferenças nos alunos de hoje, face a gerações anteriores.
A resposta não foi surpreendente. Mas ficou a ecoar. E, de certo modo, confirmou um padrão que começa a tornar-se difícil de ignorar.
As transformações são evidentes e têm vindo a acentuar-se. Começam, muitas vezes, no ambiente familiar.........
