As cinco causas do Presidente Seguro
O Presidente eleito pelos portugueses não precisa de provar nada a ninguém, não está na banca de exames onde um conjunto de lentes insuportáveis concede o direito à entrada nos céus. Numa democracia, o voto do povo é o que valida as condições exigidas para o cargo, é o que releva para o exercício de um mandato.
Confesso que António José Seguro me tem surpreendido no último ano. Todas as caricaturas que se tinham construído à volta da sua pessoa caíram, todas as manifestações de desprezo se revelaram motor de força e de carácter. Seguro é um Presidente diferente de todos os Seguros que tínhamos conhecido até 2014, confirmou-se na sua competência política, na sua visão do mundo e na sua leitura sobre os desafios que se colocam a Portugal.
O seu discurso de tomada de posse constituiu-se na assinatura do mandato e revelou-se em cinco causas que vão nortear a sua magistratura. Um Presidente, por ser o único órgão de soberania sem tutelas, deve ser o mais claro que lhe for possível, o mais simples que permita fazer chegar a menagens as todas as portuguesas e a todos os portugueses.
1ª causa – Dar força aos jovens
Atravessou todo o discurso a preocupação com as novas gerações, com o mundo desafiante em que estamos a começar a viver, a forma como os mais jovens são liberdade e coragem.
As gerações do digital, todas já sem os discursos revolucionários nas suas cabeças, olham para o futuro esperando que o país não seja mesquinho, que o Estado não seja castrador, que o território não seja limitado por........
