Digital-first: como a Copa de 2026 vai mudar o seu jeito de torcer
Minha memória anda péssima, especialmente com os 40 virando a esquina e duas gestações no currículo. Ainda assim, lembro da final da Copa de 1994 como se fosse ontem. Eu tinha oito anos e assistia aos pênaltis na casa dos meus avós. Quando Baggio se aproximou da bola, mentalizei com todas as minhas forças: “VAI ERRAR!”, como se eu tivesse os poderes da Matilda. Segundos depois, a bola subiu. Passei parte da infância convicta de que aquele título era mérito da força do meu pensamento.
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Parece bobagem, mas são memórias assim que constroem o laço entre nossas histórias e eventos dessa magnitude. Viver o futebol é uma experiência que passa por muitas camadas. É a emoção inerente a ganhar ou perder, a experiência de viver uma catarse coletiva, um momento de orgulho nacional (OK, nem sempre). E, por aqui, aprendemos a fazer isso ao longo de décadas nos reunindo diante da estrela da sala: a televisão.
Especialmente na última década, esse hábito tem se transformado. Segundo a PNAD Contínua TIC de 2025, embora quase todos os lares tenham TV, o........
