Flávio tenta virar o jogo do tarifaço, mas pode aprofundar seu desgaste
As audiências públicas sobre o tarifaço aplicado às exportações brasileiras pelo presidente Donald Trump foram transformadas em palanque eleitoral pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que tenta desfazer a imagem de que o bolsonarismo apoiou ou, no mínimo, estimulou as medidas da Casa Branca contra empresas brasileiras. O Itamaraty acompanha as audiências, mas não participará formalmente, a não ser com observadores, porque privilegia as negociações técnicas entre os dois governos, que atravessam um momento de turbulência, mas não foram de todo interrompidas. Ou seja, não queimou os navios.
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Em Washington, ao mesmo tempo em que tenta se apresentar como defensor dos exportadores brasileiros, Flávio Bolsonaro precisa administrar o passivo político acumulado por sua própria família nesse assunto. Seu irmão, Eduardo Bolsonaro, hoje radicado nos Estados Unidos, e seu aliado Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo, foram defensores assumidos da linha de pressão de Trump contra o governo Lula e acabaram associados ao ambiente político que favoreceu a escalada tarifária. Agora, com a crise comercial no centro da disputa presidencial, essas declarações vêm sendo exumadas e usadas pelo Planalto contra Flávio Bolsonaro.
A ida de Flávio à audiência pública do Escritório........
