Quando uma mulher trans assume, todos lembram que a comissão existe
Em quase uma década de existência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, nunca tinha escutado tantas pessoas falarem sobre ela quanto nos últimos dias. Em tese, isso poderia representar um avanço significativo na construção de políticas públicas e no aprimoramento da legislação voltada às mulheres. Isso, caso esse interesse estivesse orientado por um genuíno compromisso político com progresso e justiça social. Mas não é o que estamos vendo. O que se evidencia, infelizmente, é um interesse atravessado pela hipocrisia e alimentado pelo ressentimento e pelo ódio.
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A maioria das pessoas que hoje se dizem subitamente preocupadas com a Comissão sequer se deu ao trabalho de compreender qual é sua função institucional ou de conhecer a trajetória das mulheres que a presidiram antes de Erika Hilton assumir o cargo. Não é mesmo? A primeira presidente da comissão foi Gorete Pereira. Depois dela vieram Shéridan, Ana Perugini, Luísa Canziani, Professora Dorinha Seabra Rezende, Elcione Barbalho, Policial Katia Sastre, Lêda Borges, Ana Pimentel e, agora, Erika Hilton.
O crime........
