Será que a bola entra?
À espera do senador Cleitinho (Republicanos) para compor em Minas o palanque da sucessão presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também montar a chapa mineira ao Palácio Tiradentes, o PL teve uma boa e duas más notícias neste fim de semana. A boa notícia é que, diferentemente do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que deixou o campo lulista sem uma candidatura “natural” ao governo de Minas, Cleitinho dá sinais de que será candidato. Ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto, declarou neste fim de semana, em evento na cidade de Pescador, no Vale do Rio Doce: “Sabe por que quero vir candidato a governador? Pra cuidar de cada um de vocês (...) É por vocês, é para cuidar de quem precisa”. Ao lado de Cleitinho no palco, estavam lideranças da cidade, além do deputado federal Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos.
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Embora Cleitinho sinalize que será candidato, a primeira má notícia: sem ter formalizado a sua pré-candidatura, aos interlocutores, deixa indicações ambíguas, a depender do dia da conversa. A segunda má notícia para o PL: tudo indica que, ao contrário de uma candidatura “ideológica”, que abrace acriticamente todos os posicionamentos do bolsonarismo - como talvez defendam alguns “autênticos”, Cleitinho tem avisado em vários eventos públicos, e voltou a fazê-lo em Pescador, que não pretende adotar o discurso de “demonização” da esquerda, um dos eixos com o qual o bolsonarismo polariza o debate. “Eu tenho de trabalhar pra quem é de esquerda, pra quem é de direita e pra quem não é nada. Tenho obrigação de trabalhar para todos vocês, porque todo mundo paga o meu salário........
