Mais de 100 anos depois, serão assemelhanças coincidências?
"O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem saber o que significava. Muitos acreditaram sinceramente estar vendo uma parada militar." Quem descreve é o jornalista Aristides Lobo, testemunha ocular daquele 15 de novembro de 1889, que sintetiza o alvorecer da República do Brasil: um golpe de estado, apartado do povo. O Marechal Deodoro da Fonseca marchou com as tropas até o Ministério da Guerra – na Praça da Aclamação. Aqueles que viram a “parada” não imaginaram que conduzia o caixão da monarquia.
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Incapaz de negociar com o Legislativo e de lidar com a oposição das oligarquias cafeeiras, Deodoro desfechou em 3 de novembro de 1891 um autogolpe: dissolveu o Congresso, recuando dias mais tarde, sob a ameaça da Primeira Revolta da Armada, liderada pela Marinha. Renunciou vinte dias após o autogolpe. O vice, Floriano Peixoto, assumiu em 23 de novembro de 1891, contrariando a Constituição, o que desencadeou a Segunda Revolta da Armada na capital federal. Ao Sul, o país sangrava na guerra civil desencadeada pela Revolução Federalista, também chamada Guerra da Degola. Floriano governou em estado de sítio até ser empossado Prudente de Morais, em 15 de novembro de 1894. Mas, será que esse primeiro presidente civil conseguiria pacificar o país, depois dos sobressaltos de Deodoro e de Floriano Peixoto, um Marechal de Ferro à frente República da Espada? É o que nos conta “1897 – A República........
