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Opinião | O brincar na escola pública: inspiração em meio ao caos

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23.02.2026

Brincar não é ponto de partida, tampouco lugar de chegada. Brincar é tudo o que acontece no meio do caminho, na fluidez do sentir. Instala-se no tempo do afeto, do encantamento e da curiosidade. Tempo e espaço suspensos para experimentar o que é da presença, do aqui e agora. É sobre a oportunidade de viver plenamente o momento, uma investigação única, singular, simples e ao mesmo tempo complexa. Brincar é um laboratório da existência, uma prática de escuta e de relação com o mundo, em sintonia com o que é essencial a cada um. Numa sociedade marcada pela pressa, pela eficiência e pela superficialidade das relações, essa pausa para o encontro com o estado de brincar torna-se não apenas urgente, mas vital. Trata-se de um direito das crianças. E uma necessidade dos adultos.

Vivemos no tempo da internet, essa espécie de novo consciente coletivo, uma rede onipresente que conecta, mas também dilui as fronteiras entre o público e o privado, automatiza o pensamento e nos conduz a uma lógica de respostas prontas. A velocidade com que as informações circulam impacta diretamente a nossa capacidade de refletir, imaginar e criar. Anestesiados por nossos smartphones sempre ao alcance, a apatia cresce à medida que nos afastamos da nossa........

© Estadão