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Opinião | Advocacia, hoje e amanhã

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08.01.2026

Para quem exerce a advocacia há mais de 40 anos, é possível ter noção razoável do que deve ser o advogado do presente e, a partir de sua experiência, vislumbrar o advogado no futuro. As transformações contemporâneas impõem desafios que ultrapassam o exercício técnico da advocacia, alcançando dimensões éticas, econômicas e institucionais.

O mercado jurídico encontra-se saturado. O número de faculdades de Direito no Brasil, superior a 1.700, com a mercantilização do ensino, gera uma concorrência intensa. A luta pela sobrevivência altera os parâmetros éticos, e o aviltamento dos honorários corrói a magnitude da profissão. A globalização e a inteligência artificial modificam o formato do exercício profissional.

O advogado isolado de antigamente, que pesquisava e anotava a jurisprudência, redigia petições e as levava pessoalmente para despachar com o juiz, cedeu lugar a um novo perfil que, por meio de um simples comando digital, pesquisa, protocola e responde ao cliente, em qualquer lugar do mundo. Tem-se acentuado, sim, uma desenfreada e, às vezes, desleal, competitividade, dominada por uma preocupação com espírito mercantil.

O futuro da advocacia parece vincular-se às sociedades de advogados, capazes de responder à exigência........

© Estadão