OS DIAS DA SEMANA “Vamos entrar numa era de paranóia total”
É cada vez mais custoso saber como administrar a confiança e a desconfiança; saber quando, em que circunstâncias e perante quem devemos activar uma ou outra. Uma história contada na terça-feira pelo jornal The New York Times ilustra a dificuldade. Um autor americano escreveu e publicou um ensaio preocupado com a questão da verdade na era da Inteligência Artificial. Pois bem, a obra contém falsidades porque ele, para a redigir, se socorreu da Inteligência Artificial [1].
Afirma o diário nova-iorquino que o livro, intitulado O Futuro da verdade. Como a Inteligência Artificial remodela a realidade, lançado este mês “com grande pompa”, inclui inúmeras citações inventadas ou mal atribuídas, sendo a falha imputada à Inteligência Artificial.
Steven Rosenbaum, o autor, inquirido pelo New York Times, reconheceu que “o livro continha ‘um punhado de citações impropriamente atribuídas ou fictícias’” e garantiu que “tinha iniciado a sua própria investigação” sobre as causas do erro. Steven Rosenbaum transmitiu que “a inclusão das citações incorrectas foi um acidente e que não tinha ‘intenção de fabricar quaisquer pontos de vista’ enquanto escrevia o livro” e acrescentou que tinha recorrido às ferramentas de Inteligência Artificial ChatGPT e Claude “durante o processo de investigação, escrita e edição”.
A história é........
