11 de Abril: celebrar o Dia Internacional da Doença de Parkinson, para que Parkinson volte a ser apenas um apelido
Há 28 anos embarquei numa aventura, e não imaginava onde ela me levaria. Estava a terminar a licenciatura em Bioquímica, na Universidade do Porto, depois de uma experiência em Inglaterra. Lia os trabalhos científicos de grandes nomes, e estava fascinado pelo trabalho de uma cientista americana que desafiava as fronteiras do conhecimento em doenças que assombravam o mundo, mas a Europa em particular – as doenças priónicas, nas quais se inclui a “doença das vacas loucas”. Um agente infeccioso diferente, intrigante: uma proteína; e uma proteína que temos em todos nós. Como era possível uma proteína das nossas ser tão central para doenças tão devastadoras?
A curiosidade, aliada a uma ingenuidade e ousadia próprias da idade, levou-me a um grupo de investigação de topo nos EUA, apoiado por alguns dos meus “mestres” da faculdade. Tudo era novo para mim, grande, assustador, apaixonante. Os tempos eram férteis em conhecimento, em novas descobertas, na aplicação de novos modelos. Uns desconfiavam. Outros queriam ignorar. E muitos........
