Trabalhar mais do que viver ou as contas que nunca fazemos
Quando contratamos um serviço – empregada doméstica, canalizador, eletricista – sabemos que este é pago à hora. Temos essa noção plena porque, normalmente, pagamos as horas efetivas de trabalho.
No mesmo sentido, quando temos um emprego fixo, temos um salário mensal, mas temo-lo também, na maioria dos casos, discriminado por salário/hora. E quando não temos, não é difícil fazer a conta – é dividir o nosso salário pelas horas que constam no contrato de trabalho e ver quanto é que nos estão a pagar à hora. É claro que recebemos sempre menos, nesses casos, porque é como se a empresa tivesse contratado um daqueles pacotes de lavandaria, em que o custo à unidade (a hora, neste caso), sai sempre mais barato do que se for avulso.
De qualquer........
