Cristiano foi sempre mais inteligente do que os outros
Cristiano continua a desejar subir à mais alta montanha, ao ponto mais distante de um mundo modelado pela força dos seus sonhos. Quis sempre tudo, mesmo o que parecia impossível, mas nunca quis deixar de ser português, pelo contrário. Marcou o mundo sendo-o, a partir deste lugar encantado que alguns insistem em querer amaldiçoado. Nesse sentido, pode ainda ser tudo, ser ainda mais do que já conquistou, ser um improvável cavaleiro de um Quinto Império idealizado pelo padre António Vieira e por Pessoa.
Não quero escrever sobre o Mundial. Sobre o seu papel na seleção, os golos que não marcou ou se devia jogar mais, menos ou nada. É irrelevante no sentido da reflexão que vos proponho. Nos últimos mais de 20 anos, Cristiano foi apresentado como a antítese do português – por não ser saudosista, fatalista, condescendente ou........
