Colômbia e a tentação trumpista
Nos tempos mais recentes, vários candidatos de direita impuseram-se na América Latina. E seja na Argentina ou no Chile, nas Honduras ou em El Salvador, a proximidade a Donald Trump é muitas vezes apresentada como trunfo de campanha. Resultará também na Colômbia, que no domingo teve a primeira volta das presidenciais, encabeçada por um político pró-Trump, e que volta a votar no dia 21?
Trata-se de um país importante da região, quarta maior economia latino-americana, de tradição democrática apesar das guerrilhas semieternas. Uma Colômbia com uma pujança cultural que tem Gabriel García Márquez como símbolo maior, mas é perpetuada hoje, na literatura, por nomes com Juan Gabriel Vázquez, e também se evidencia na música, no cinema e até na gastronomia.
A estimativa inicial de resultados dá a passagem à segunda volta ao candidato da direita, Abelardo de la Espriella, com ligeira vantagem sobre Iván Cepeda, o candidato apoiado pelo presidente cessante, Gustavo Petro, considerado o primeiro chefe de Estado de esquerda na História da Colômbia. Outra candidata de direita, Paloma de Valencia, que ficou em terceiro lugar, já anunciou que apoiará De la Espriella na nova votação marcada para 21 de junho. Como os dois mais votados rondaram ambos os 40%, a........
