O fim do progressismo em Espanha
Os anos de Pedro Sánchez na chefia do Governo espanhol são pródigos em inovações. Começaram logo com a chegada ao poder.
Em 2018, Sánchez instalou-se no Palácio da Moncloa graças a uma moção de censura, a primeira aprovada em democracia. Motivou-a uma crítica impiedosa aos casos de corrupção que cercavam o PP, de centro-direita, à época no Executivo.
Aqui chegados, o balanço é claro: o partido que se içou ao poder para limpar Espanha levou o tráfico de influências, o peculato e a corrupção ao paroxismo. Por culpa própria, o governo perdeu a sua razão fundacional.
A Espanha de Sánchez entrou depois numa paralisia política que obrigou o país a sucessão vertiginosa de eleições. Quatro legislativas em quatro anos. Hoje, o PSOE governa por decreto, uma vez que não consegue aprovar iniciativas no Parlamento. O país vai para o terceiro ano sem Orçamento do Estado.
Como é normal num partido com 147 anos de vida, o PSOE tem uma história plural, com diferentes fases e não poucas........
