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“A vida atribulada de uma árvore...”

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18.04.2026

Nos últimos anos, os bracarenses têm convivido com um ritmo acelerado de corte e abate de árvores na sua área urbana. Se alguns dos abates são assumidos como urgentes e necessários pela população, outros há que são causadores de especial revolta. O escrutínio dos cidadãos perante a mais interventiva atuação dos serviços municipais, particularmente na última década, levou até à criação do movimento informal SOS Árvores. Recordemos que o arvoredo urbano oferece um contributo relevante para a melhoria das condições de vida das populações, uma vez que arrefece o ar, proporciona sombra, melhora a qualidade do ar ao armazenar carbono e poluentes na sua biomassa e, no subsolo, as raízes das árvores atuam como esponjas quando chove, reduzindo o risco de inundações. A proteção das árvores deve ser, por isso mesmo, uma prioridade para as entidades responsáveis pela gestão das cidades. A Organização Mundial de Saúde recomenda que todas as pessoas vivam a menos de 300 metros de um parque ou de uma zona verde, enquanto e a União Europeia aprovou a Lei do Restauro da Natureza, através da qual todos os países devem certificar-se de que as cidades não perdem espaço verde ou área coberta........

© Correio do Minho