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“Torres do Silêncio”

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28.02.2026

"Você pode ter tudo no mundo e, mesmo assim, ser o homem mais solitário. E esse é o tipo mais amargo de solidão. O sucesso trouxe-me idolatria mundial e milhões de libras, mas impediu-me de ter uma coisa que todos nós precisamos: uma relação amorosa permanente". Freddie Mercury Terminei há poucos dias a leitura do livro “Com Amor, Freddie”, de Lesley-Ann Jones, conhecida biógrafa inglesa que já tinha escrito biografias de David Bowie, John Lennon, Paul McCartney e do próprio Freddie Mercury. Uma obra que pretende repor a verdade sobre o líder dos Queen, com base em “B”, a única filha do cantor, alicerçada nos 17 diários íntimos e inéditos que lhe foram confiados pelo pai. Cada um tem 192 páginas. O primeiro data de 1976. O último de 1991, ano da morte de Mercury. A dado momento começamos por descobrir o berço de Farrokh Bulsara (verdadeiro nome) embalado em torno do zoroastrismo, uma das religiões monoteístas mais antigas do mundo, fundada pelo profeta Zaratustra (Zoroastro) há mais de 3.000 anos na antiga Pérsia e baseada na pureza absoluta e na veneração a Ahura Mazda (Senhor da Sabedoria). Consideram sagrados os elementos clássicos da natureza: terra, água, ar e, sobretudo, fogo. Uma religião com influência clara no judaísmo, cristianismo e islamismo. É neste contexto de valores que cresce o mítico músico, nascido em 1946 no lado sul de Stone Town, maior cidade e capital de Zanzibar, arquipélago ao largo da costa de África Oriental, antigo centro do tráfico de escravos. Mais tarde, é enviado pelos progenitores para a Índia onde frequentou um rigoroso colégio interno e aí completou toda a educação básica. Escrito de outra forma, o vocalista do Queen foi tricotado na devoção a raízes indianas. O meu espanto e razão de ser deste artigo tem a ver como o corpo e a morte são encaradas. Por exemplo, na capital Mumbai (antes Bombaim), encontra-se uma floresta proibida........

© Correio do Minho