“Os emproados ”
Há emproados de espelho e de círculo próximo de vassalos, e sobre esses nada se me oferece dizer, que no recato doméstico podemos dar asas a manias de arrepiar os cabelos e, quanto a quem se consagre a bajular ou aguentar caprichos, pois livre é de continuar em corte, aceitando que de si se faça gato-sapato. Desarmando confusões, distingo emproado de vaidoso, porque vaidade toque no seu quanto a cada indivíduo, sentimento que se baseia numa percepção de valor próprio, de singularidade, de mérito contingente ao conseguido, e de ambição quanto a metas futuras. Em síntese, haja vaidosos e a sociedade não pára. Mais: mal passa a colectividade que não conta com nenhum vaidoso no seu seio, ou com dois ou três que compitam pelo pódio, isto porque o vaidoso é achacado ao sucesso como a abelha ao néctar, porque o vaidoso seja calhado a dar bom tempo, a puxar o moral para cima. Isto é, num colectivo, o vaidoso vale tanto como a ordem bem dada, vale tanto como........
