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“Vere(am)adores”

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28.04.2026

Max Weber, em “A Política como Vocação”, separava o político profissional – o que vive para a política, animado pela ética da responsabilidade - do diletante, que vive da política como palco, escudado pela mera ética da convicção e indiferente ao peso das consequências dos seus atos. Era na sobriedade institucional, e não no brilho das intenções, que Weber media os homens públicos. A distinção, que parecia uma elegância académica, dir-se-ia feita à medida do que se vai vendo na vereação bracarense. A este propósito, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga rejeitou liminarmente a intimação que os vereadores do Amar e Servir Braga apresentaram contra o Presidente da Câmara, João Rodrigues. Não foi um chumbo qualquer: foi uma rejeição liminar, um juízo prévio segundo o qual a ação nem sequer mereceu prosseguir. O tribunal limitou-se a recordar o que a Lei n.º 75/2013 escreve preto no branco: compete ao Presidente da Câmara estabelecer e distribuir a ordem do dia. E acrescentou que não estava demonstrada qualquer urgência relativa a direitos, liberdades e garantias. O amadorismo da oposição chegou aos tribunais pela irresponsabilidade dos vereadores do Amar e Servir Braga. A nossa sorte é que a justiça em Portugal anda folgada e pode e deve ter tempo para se entreter com estas pérolas........

© Correio do Minho