Trump reconfigurou mercado global de energia
A primeira semana da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, sob a liderança de Donald Trump, revelou que não se trata apenas de uma operação militar ou diplomática, mas de uma reconfiguração estratégica do mercado global de energia, com fortes implicações geopolíticas, econômicas e eleitorais. Desde o início, a intervenção foi enquadrada pela Casa Branca como uma ação de "segurança energética" e "estabilização regional", mas seus movimentos concretos indicam um processo de tutela internacional do Estado venezuelano, centrado no controle do petróleo.
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O encontro fechado de Trump com cerca de duas dezenas de executivos das maiores petroleiras do mundo simbolizou essa nova fase. Ao exigir investimentos privados da ordem de US$ 100 bilhões, em troca de garantias políticas, jurídicas e militares, o presidente deixou explícito o modelo: o Estado norte-americano oferece proteção e previsibilidade; o capital privado reconstrói e explora. Trata-se de uma lógica clássica de projeção de poder, na qual o risco político é socializado via hegemonia militar, enquanto os lucros permanecem privados.
Essa abordagem responde diretamente ao trauma das........
