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Um primeiro de maio com Ayrton Senna

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30.04.2026

Agora há pouco, procurando arrumar umas linhas para esta coluna de primeiro de maio, eu me lembrei de um texto de 1994. O que conto ocorreu num certo primeiro, que marcou o Brasil de modo diferente. Assim foi.

Quando Ayrton Senna morreu, estávamos eu, Francesca, Lupicínio e Luanda no bar de Eduardo, no mercado público da Encruzilhada. Tomávamos o café da manhã naquele domingo de primeiro de maio de 1994.

Sobre uma prateleira do bar, o português Eduardo ligara a televisão para que os clientes assistissem a mais uma corrida de Fórmula 1. Com sinceridade, eu lhes digo que a televisão desligada, para mim, seria bem mais emocionante. Portanto, além de objetos coloridos que de passagem na tela da tevê deixavam um zumbido de voo de abelhas, eu nada mais via. Me concentrava no cuscuz com galinha, que o bem-humorado português dizia ser “ave à lisboeta”, para enaltecer o tempero e o preço de uma galinha à brasileira. Súbito, um grito. Súbito, vários gritos. Os alcoólatras das primeiras horas do domingo se levantam. “Estão bêbados”, me digo, e nem sequer olho para a televisão. Mas o som sobe, fica mais alto, e me viro para ver: Eduardo se........

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