Lula está buscando apoio na direita mas troca de vice é pouco provável
Não foi só com Ciro Nogueira e Hugo Motta que Lula se encontrou em dezembro na Granja do Torto. Antes disso, no dia 17, lá estiveram o senador Renan Calheiros e seu filho, o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Nesta conversa, Lula acenou com a escolha de um emedebista como seu companheiro de chapa, mas tanto quanto os Calheiros ele sabia que a conversa tinha pouco futuro: para emplacar alguém como vice na chapa de Lula, o fragmentado MDB teria que se unir para aprovar uma coligação com o PT. Convenhamos que dificilmente isso aconteceria no partido do “golpista” Temer, como Lula o chama, sem falar em outros caciques que lhe são hostis, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apoiador de Tarcísio de Freitas.
O vazamento da informação sobre o encontro (que até permaneceu muito tempo em segredo para os padrões brasilienses), juntamente com a declaração de Lula ao UOL de que Geraldo Alckmin, juntamente com os ministros Haddad e Simone Tebet, tem um papel a cumprir na eleição paulista, fez soar o alarme no entorno do vice e em seu partido, o PSB. Coincidência ou não, Lula recebeu nesta terça-feira o prefeito de Recife, João Campos, a quem garantiu que as notícias sobre troca do vice são apenas “balões de ensaio”. Mais cedo, o presidente do PT, Edinho Silva, havia garantido que Alckmin “será candidato ao que ele quiser”. Uma boa frase que........
