Vítima da mídia assassina de reputações, Gushiken enxergou um futuro para o trabalhador
Há um preconceito persistente em parte da esquerda brasileira contra o sistema fechado de previdência complementar, que congrega os fundos de pensão. Certos grupos, sindicatos e instituições de classe – não todos – enxergam nessa modalidade previdenciária um instrumento que segue a lógica financeira e se opõe, portanto, ao caráter estritamente social da previdência. Trata-se de uma visão equivocada.
O principal nome da esquerda brasileira a vislumbrar o potencial social dos fundos de pensão foi o petista Luiz Gushiken, que faria 76 anos em 8 de maio último. Ele entendeu tratar-se de um modelo muito diferente daquele operado por bancos e seguradoras. Constatou, antes de tudo, seu papel não substitutivo, mas de complementaridade, opcional ao trabalhador, em relação à Previdência Social.
A pujança do sistema fechado de previdência complementar brasileiro, hoje, deve muito a Luiz Gushiken. Confira-se: segundo dados do Ministério da Previdência e da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) os fundos de pensão administram atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão em ativos. Isso corresponde a aproximadamente 11% do PIB brasileiro. É dinheiro do........
