Inflação sob pressão: alta do petróleo contamina expectativas e trava alívio monetário
O início da semana é marcado pela continuidade das tensões no Oriente Médio, com impactos diretos sobre os mercados globais. O preço do petróleo tipo Brent alcança US$ 115 por barril, um patamar elevado e preocupante, que já começa a alterar de forma mais estrutural as expectativas econômicas.
Diante de choques dessa natureza, o debate entre economistas e bancos centrais costuma girar em torno de uma questão central: trata-se de um movimento transitório ou permanente? Se for transitório, os efeitos sobre inflação e atividade tendem a ser limitados. No entanto, sinais recentes indicam que o choque atual pode ter caráter mais persistente, o que muda substancialmente o cenário macroeconômico.
No Brasil, as expectativas de inflação já começam a refletir esse novo ambiente. O último relatório Focus aponta o IPCA em 4,30%, mas algumas instituições financeiras já projetam números próximos de 4,50%, no limite superior da banda da meta. A principal pressão vem da expectativa de reajustes relevantes nos preços de combustíveis, como gasolina, diesel e querosene de aviação, com........
