Inflação nos EUA acelera com choque do petróleo e reduz espaço para queda de juros
A inflação nos Estados Unidos voltou a preocupar os mercados após a divulgação de dois indicadores considerados bastante negativos para o cenário monetário americano. O CPI de abril mostrou alta de 0,6% no mês, levando a inflação acumulada em 12 meses para 3,8%, o maior nível em três anos.
O principal vetor de pressão continua sendo a energia. A gasolina subiu, em média, 5,4% no mês e já acumula alta de cerca de 28% em relação a abril de 2025. O preço médio do galão nos Estados Unidos alcançou US$ 4,50, contra algo próximo de US$ 2,90 no início do ano. O movimento reflete a continuidade das tensões no Oriente Médio e a manutenção do barril do petróleo Brent acima de US$ 107.
O cenário geopolítico segue pressionando a oferta global de petróleo. Aproximadamente 20 milhões de barris por dia, cerca de 20% do comércio mundial da commodity, passam pelo Estreito de Ormuz. Com os riscos crescentes na região, o mercado trabalha com a percepção de uma restrição relevante de oferta, espalhando pressões inflacionárias por toda a economia........
