Enquanto o bolsonarismo se desintegra, prestem atenção no sofrimento dos argentinos
O governo de Javier Milei só continua existindo nos editoriais e artigos dos colunistas liberais dos jornais brasileiros e na cabeça dos bolsonaristas. Na imprensa argentina, e mesmo nos grandes jornais de direita, El Clarín e La Nación, o que noticiam é que Milei está morto politicamente e que a Argentina submerge em mais uma crise sem volta.
Nessa semana, as capas dos jornais têm duas informações devastadoras. A primeira notícia é sobre a quarta manifestação de rua de estudantes, professores e servidores, na terça-feira, em defesa da universidade pública, em Buenos Aires e nas grandes cidades. E a segunda sobre uma pesquisa com números inimagináveis até o início do ano.
A pesquisa, publicada com chamada de capa pelo Clarín, informa o seguinte, segundo a consultoria Sentimientos Públicos: 73,5% dos argentinos não votariam em Milei na eleição de outubro de 2027.
Apenas 26,5% dos entrevistados apoiariam sua reeleição. O cientista político Hernán Vanoli, diretor da consultoria, avisa: estamos próximos de chegar ao colapso da promessa milagrosa do Liberdade Avança, o partido de Milei.
As eleições só acontecerão daqui a 16 meses. Mas........
