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Ganhamos, mas não haverá descanso

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Durante a ofensiva soviética rumo a Berlim, o General Chuikov interrogou dois oficiais alemães aprisionados por suas tropas. Ele perguntou como eles avaliavam a situação e um tenente-coronel respondeu: “Sua ofensiva levará a Alemanha à catástrofe final”.[1] Chuikov replicou que eram Hitler e o fascismo que sofreriam e não a Alemanha. Mas eles responderam que era a mesma coisa. Era a irracionalidade nazista levada ao paroxismo. Diante de uma Berlim em escombros, as tropas fanáticas da SS ainda queriam cumprir o desejo do Führer: se a Alemanha perdeu a guerra, seu povo não merecia sobreviver.

Chuikov havia passado pela mais sangrenta batalha da história (Stalingrado) e caberia a ele também a glória da conquista de Berlim. Os dois prisioneiros podiam falar livremente, longe da vigilância da Gestapo, e ainda assim mantinham sua crença no nazismo, o que contrastava com a superioridade teórica e humana do general soviético.

Derrotamos o fascismo

Bem, a população brasileira impediu no último domingo não só a vitória eleitoral do fascismo, mas a transição de regime que se anunciava. Não há dúvida de que o bolsonarismo se preparava para passar rapidamente de governo a um regime fascista já no próximo ano. Seria um passo a mais em relação ao desastre do governo Jair Bolsonaro.

A vitória foi resultado de quatro fatores que se retroalimentam: (i) a radicalização do programa; (ii) a insurgência espontânea das ruas; (iii) a centralização das redes; (iv) a estreiteza e os erros do inimigo.

A reeleição de Lula é o acontecimento mais relevante da conjuntura........

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