A guerra para redesenhar o mapa do Oriente Médio
As guerras podem ser classificadas em dois tipos: guerras legítimas, justificadas pelo direito internacional, conforme estipulado no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que trata do direito à autodefesa. Esse artigo reconhece o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva quando um Estado sofre um ataque armado.
Além disso, o uso da força também pode ser considerado legítimo quando o Conselho de Segurança da ONU adota uma resolução clara autorizando um Estado ou uma coalizão de Estados a empregar força militar, após o fracasso de outras medidas destinadas a manter a paz e a segurança internacionais.
Um exemplo disso foi a libertação do Kuwait, quando o Conselho de Segurança adotou a Resolução 678, em 29 de novembro de 1990, concedendo ao Iraque um prazo de 45 dias para retirar suas tropas do Kuwait. Caso contrário, autorizava-se o uso de todos os meios necessários para expulsar as forças iraquianas. Essa resolução, que legitimou a intervenção militar, incentivou mais de 30 países a se unirem à coalizão formada em Hafr al-Batin e a participarem da Operação Tempestade no Deserto, com o objetivo de libertar o Kuwait.
Por outro lado, guerras travadas por um Estado ou por um grupo de Estados que não constituam atos de autodefesa nem sejam autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU são consideradas ilegítimas. Nessa categoria podem ser incluídos diversos conflitos contemporâneos, como a guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque em 2003, a Guerra Soviético-Afegã........
