Israel e a opção Sansão
A história de Sansão na Bíblia é contada em Juízes 13-16. Sansão era um israelita nazireu (pessoas com voto de consagração a Deus, que passam a não poder cortar o cabelo, não sorver bebidas fermentadas e não tocar em cadáveres), dotado de extraordinária força, que combatia os filisteus, devastando seus campos, destruindo suas cidades e massacrando-os. Ocorre que ele se apaixonou por Dalila, uma filisteia, que foi corrompida para conseguir de Sansão o segredo de sua força descomunal. O segredo estava nos cabelos e, quando ele dormia, Dalila chamou os chefes filisteus para que os cortassem.
Aprisionado, Sansão foi torturado e cegado. Levado até o templo para uma celebração, Sansão, movido pelo desejo de vingança, pediu a Deus a restituição de sua força e, apoiando as mãos nas colunas, fez ruir o templo de Dagom, em Gaza, matando milhares de filisteus e morrendo com eles.
Na tipologia da liderança, Sansão é um líder movido pelos impulsos e pela vingança, desprovido de autocontrole. Uma das interpretações morais da história de Sansão indica que ter força extraordinária e contar com as bênçãos divinas pode suscitar líderes sem caráter, descontrolados emocionalmente e sem observância dos limites e das leis.
Não há evidências arqueológicas ou históricas da existência de Sansão ou de qualquer história verossímil em relação aos fatos narrados. Também não há evidências históricas ou arqueológicas acerca da maior parte das narrativas do Antigo Testamento. A arqueologia e a história arqueológica crítica contemporâneas são categóricas em afirmar que essas narrativas são construções literárias baseadas em mitos imemoriais e em histórias de outros povos, absorvidas pelos escribas e........
