Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado
Considero que o Prof. Luís Ramos seria o melhor reitor para a UTAD, mas dificilmente o será, pois não quis ou não conseguiu cortar a ligação ao antigo reitor e ao antigo administrador, figuras controversas pelas suas práticas e declarações, os quais, no dia da UTAD, embora estivessem presentes, primaram pela ausência na cerimónia.
Diz-se que teria sido melhor que nunca tivessem passado por cá, não só pelos danos do passado, mas pelos problemas que poderão ainda causar no futuro.
Mas a vida continua, os cooptados tomarão posse a 7 de abril no Conselho Geral e no mês de junho, elegerão o reitor.
No dia 28 de fevereiro realizaram-se eleições para as Comissões Políticas (CP) de secção e distritais do PSD. A distrital manteve a estratégia, quanto mais fraca a estrutura de Vila Real, melhor. Manteve-se como vice-presidente a fragilizada líder da concelhia, que apresentou uma declaração de candidatura que é a antítese daquilo que fez na CP anterior, pelo que “estará no caminho certo”. Alegadamente, votaram 118 militantes (cerca de 34,9%) na lista única; uma prestação “muito positiva”, face à afluência…, e às circunstâncias…
Durante o processo surgiu um caso caricato: um militante, com quotas em dia e ativo até 24 de fevereiro, apresentou intenção de candidatura à assembleia distrital. No dia 25, último prazo para entrega de listas, recebeu um email, informando-o da sua suspensão.
O facto de ter integrado uma lista independente numa junta de freguesia onde existia lista do PSD, é motivo que estatutariamente leva à suspensão. Contudo, essa lista tinha sido aprovada pelo tribunal de Vila Real, em 3 de setembro de 2025, o que levanta dúvidas sobre a oportunidade da comunicação interna, desta CP.
E sta CP deve ter em atenção este “par” de artigos que dão direito a sanções: 2d) Tornar conhecidos, seja por que forma for, factos ou decisões referentes à vida interna do Partido…, e 2s). O pagamento de quotas de diversos militantes…
Alexandre Favaios foi eleito, em novembro de 2025, presidente da AdIN, pouco depois de tomar posse como presidente da CMVR. O processo decorreu no timing esperado.
No entanto, a AdIN encontra-se há mais de 18 meses sob uma gestão “ad hoc”. Desde agosto de 2024, quando o Pro Bono, M. Moras, abandonou o cargo de diretor executivo. Acresce que em janeiro de 2025 saiu um diretor de um dos departamentos mais relevantes, que ainda não foi substituído. Entretanto, o ex-diretor regressou ainda em 2024, informalmente, às mesmas funções, continuando, alegadamente, a coordenar a AdIN, de forma irregular.
Perante isto, questiona-se: porque mantém Favaios esta situação, quatro meses depois? O que acham os outros sete presidentes de câmara, que estão na AdIN, desta gestão? E qual a posição dos vereadores da oposição? Será por situações como esta que se ouve cada vez mais na Bila, que quem manda são Rui Santos e José Silva…?
