Há Mundial sem Queiroz ou Hugo Broos?
Para quem segue o seu trabalho desde a década de 80 do século passado, o quase milagre até agora conseguido à frente da seleção do Gana não surpreende.
Talvez há três meses Carlos Queiroz pensasse numa tranquila reforma, longe dos holofotes e dos desafios que caracterizaram toda a sua vida profissional. Mas o chamamento do jogo e a dificuldade suplementar de orientar uma seleção africana, com apenas 60 dias de antecedência em relação a mais uma fase final de Mundial falaram mais alto e mais forte para o homem que revolucionou mentalidades no futebol português.
A proposta, simples e ao mesmo tempo profundamente desafiadora, era a de recolocar as Estrelas Negras no mapa, depois de terem falhado a CAN 2025, e integradas num grupo complexo, com Inglaterra e Croácia à cabeça. Ainda nada está ganho (como o próprio Queiroz referiu após o excelente nulo com os ingleses), mas a construção de uma equipa também pode passar por terapias de emergência e estratégias de choque.
Foi o que o treinador português já conseguiu, com quatro pontos em dois jogos e a qualificação para a fase eliminatória do Mundial praticamente garantida.
Recebido em Accra como um Deus do belo jogo, Queiroz reforça, a cada minuto que passa, a gratidão dos ganeses, e continua a mostrar que o conhecimento e o carisma podem ajudar — e muito — a consolidar uma carreira e a empolgar adeptos, dirigentes e jogadores.
É verdade que os guarda-redes sempre foram, no futebol, os mais resistentes à erosão do tempo e do desgaste, garantindo uma longevidade em média em superior à generalidade dos seus companheiros de campo.
Não é........
