Saudades na hora do adeus
«Não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram». Fernando Pessoa disse-o em tempos. Não se referia ao futebol certamente. Mas a sapiência tem o dom da adaptabilidade e da adequabilidade.
O adeus de Portugal ao Mundial 2026 deixa saudades. Não por tudo aquilo que os Navegadores souberam ser dentro de campo, mas sim por tudo aquilo que nunca foram e poderiam ter sido. Um coletivo com ideias. Um conjunto com princípios claros e assumidos desde o primeiro dia. Uma equipa sabedora das suas potencialidades sem que isso a tornasse vaidosa. Uma seleção com os pés assentes na terra sem que isso a tornasse........
