menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Desejo de Ano Novo

11 5
02.01.2026

Iniciamos um novo ano e, antes de mais, quero desejar a todos os leitores um bom 2026. Que seja um ano de saúde, de estabilidade e de pequenas vitórias quotidianas, dessas que não dão manchetes, mas fazem a diferença. Desejo-o a quem me lê e desejo-o também para mim. E mesmo não sendo pessoa de superstições, lá fui, na viragem do ano, cumprir o ritual das doze passas, uma a uma, cada uma com um desejo. Talvez mais por tradição do que por crença, mas confesso que este ano houve um desejo que se destacou claramente dos restantes.

Não vou expor listas nem partilhar intimidades. Mas há um desejo que faço questão de assumir publicamente: que a arbitragem em Portugal melhore. Que melhore mesmo. Pode parecer estranho gastar um desejo de Ano Novo nisto, quase um desperdício quando há tanta coisa mais importante e que tantas vezes não está ao alcance da vontade humana. Mas começo a achar que, se não for por intervenção divina, dificilmente será por ação humana. E isso diz muito sobre o ponto a que chegámos.

Não vou falar de lances concretos nem de jogos específicos. Não é isso que me move hoje. O problema já não são apenas os erros, por mais gritantes que sejam. O problema é a reação aos erros. A normalização. A forma como o futebol português aprendeu a conviver com a suspeita, como se ela fosse parte natural do espetáculo. Hoje, como no passado, cada decisão polémica não é analisada........

© A Bola