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Tão grande como os maiores da Europa

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03.02.2026

Há muitos anos, numa terra distante localizada na base de uma enorme cordilheira, o rei ordenou que se formassem duas equipas com os homens mais valentes de entre a população. O objetivo era que pelo menos uma das equipas conseguisse chegar ao topo da montanha mais alta para que, finalmente, se descobrisse o que estava do outro lado. E tal como ordenado pelo rei, assim os homens fizeram. As equipas partiram no mesmo dia, com o mesmo número de homens e iguais recursos e mantimentos.

A primeira equipa avançou sem grande alarde. Caminhou com método e eficácia, tropeçou algumas vezes, mas livrou-se da maioria das emboscadas e tempestades. A viagem da segunda equipa, contudo, foi tão cheia de percalços que chegou a parecer que poderia ficar pelo caminho. Mas quando tudo parecia perdido, graças a uma ponte construída pela primeira equipa durante o seu percurso, conseguiu, também ela, chegar ao topo da montanha.

Acontece que quando as duas equipas regressaram à cidade algo de curioso aconteceu: o feito da primeira equipa, muito mais meritório, foi praticamente esquecido em detrimento do feito da segunda. Parecia que, afinal, a verdadeira conquista não era ser consistente e chegar ao topo de forma directa, mas antes no limite e depois de inúmeros sobressaltos e provas de sorte. Os escribas da cidade, que apenas dedicaram meia dúzia de parágrafos ao feito da primeira equipa, escreveram verdadeiras odes à segunda. De repente, a conquista da segunda equipa eclipsava tudo o resto e, segundo diziam os que se entretinham a comentar estas coisas, nunca se vira uma tão grande proeza e um tão........

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