Quando o silêncio cheira a saneamento político. Opinião de Rosa Ruela
O afastamento de Rita Rato do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e de Francisco Frazão do TBA – Teatro do Bairro Alto, anunciado pela EGEAC sem qualquer justificação, foi recebido com estranheza por muitos dos que acompanharam o trabalho dos dois diretores nos últimos anos. E estou a ser meiga na escolha do substantivo.
Mal se conheceu a decisão da empresa de gestão de equipamentos e animação cultural de Lisboa, veio-me à memória uma intervenção na reunião plenária da Assembleia Municipal em janeiro, em que uma deputada do Chega chamou à programação do TBA “cultura panfletária”.
Nesse dia, Margarida Bentes Penedo argumentou que deveria recusar-se “estes teatrinhos, estes espetaculozinhos”, “porcarias sem público”, e defendeu uma “política cultural de direita” e a proteção de........
