Entre a ciência e o prazer: por que o vinho virou campo de batalha
Entre a ciência e o prazer: por que o vinho virou campo de batalha
Há uma guerra em curso que passa longe do arsenal de drones e mísseis balísticos relatado pelas notícias nos últimos dias. Neste caso, a batalha é de narrativas e estamos todos nós no centro dela, sem nem sempre nos darmos conta.
De um lado estão os produtores de vinho, que levam adiante a cultura dessa bebida milenar que se tornou símbolo histórico de civilização, socialização e gastronomia.
Do outro, cientistas, nutricionistas e outros personagens da chamada "indústria do bem-estar", que defendem que não existe consumo seguro para o álcool, e que, por isso, precisamos diminuí-lo ou, em casos mais extremos, bani-lo de nossas vidas.
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Eles querem nos convencer de que é preciso escolher um dos lados, em um mundo que anda cada vez mais polarizado também nas taças. Mas será que não existe um caminho do meio, uma terceira via, que nos permita bebericar um vinho tinto no jantar sem o medo de que isso nos tire alguns anos de vida?
A discussão já leva alguns anos, pelo menos desde quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou diretrizes em 2023 para declarar que "nenhuma quantidade de álcool é segura". Alguns médicos e fisiologistas assinaram embaixo, mostrando que evidências científicas comprovam que o álcool tem efeitos mais graves para a saúde do que pensávamos.
Na declaração da OMS, o texto dizia que não existem doses seguras e trazia evidências que vão de riscos de........
