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Sobre o ano decisivo que temos pela frente: algumas apreensões

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25.01.2026

Tenho resistido ao ano que se abre, o ano que ainda se abre apesar dos dias que avançam. Não tenho querido acompanhar em detalhes tramas políticas e escândalos bancários. Os acontecimentos externos, todos tão extravagantes, inacreditáveis, os atos bizarros de um ditador universal que quer se apoderar de imensidões de gelo e petróleo, esses eu leio estupefato, mas com alguma sensação de que me escapam. Deve ser uma fuga pessoal, um adiamento de tensões futuras. O caso é que encaro com confiança, mas também com apreensão os doze meses que nos aguardam. E não devo ser o único nesse receio silencioso, por isso me permito essa confissão de cronista — confissão que para um verdadeiro jornalista seria inaceitável.

Estamos diante de um ano decisivo, como vêm sendo decisivos tantos anos deste século frenético, desembestado. De partida temos sido brindados com justas alegrias cinematográficas, a nos devolver certa vaidade nacional que sentimos como saudável. Mas em junho teremos também uma Copa do Mundo, e será posta à prova nossa capacidade de vibrar pelo país, de nos alegrar com suas........

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