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O que explica o avanço da direita populista no Brasil e no mundo

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O que explica o avanço da direita populista no Brasil e no mundo

Com o crescimento da direita e sua ascensão ao poder pelo mundo afora nos últimos anos, inclusive na América Latina, multiplicaram-se as críticas e a resistência ao grupo por parte da esquerda e de integrantes do chamado centro democrático ou da "terceira via", como preferem dizer alguns analistas —um balaio heterogêneo que inclui a centro-esquerda, os "isentões" raiz e até uma parcela da centro-direita tradicional, de viés liberal.

Dia sim e outro também pipocam por aí, na arena política, na academia e na imprensa, análises e comentários supostamente isentos de "especialistas" detonando a direita. Também proliferam reportagens ideologicamente enviesadas, contaminadas de forma aberta ou nas entrelinhas pela crença de que a direita é uma espécie de encarnação do mal. Como afirmou o presidente Lula anos atrás, em referência ao DEM, então principal representante do grupo, a direita deveria ser "extirpada" da vida política nacional.

Mesmo nos tribunais, aqui e lá fora, ela é frequentemente tratada como uma anomalia, cujas ações e ideias se oporiam à boa convivência social e ao progresso da sociedade, em benefício da visão "progressista" do que seria uma atuação "aceitável" e "saudável". Isso quando ela não se torna alvo de apupos e impropérios de todos os tipos, nas discussões familiares e nas mesas de bar, e até de ações violentas de seus adversários —ou seria o caso de falar em inimigos?

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Letícia CasadoEduardo inviabilizou seu retorno ao Brasil

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Juca KfouriSantos passeia com Neymar no pôquer

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Carlos NobreOndas de calor disparam entre eventos extremos

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Chamada de "fascista", "nazista", "reacionária" e "retrógrada", além de "neoliberal", o "xingamento" mais ofensivo da "turma do amor", a direita é vista pelos que se julgam detentores do monopólio da virtude como um obstáculo à prosperidade geral e à melhoria da qualidade de vida dos mais pobres.

Ainda que participe da disputa democrática, respeitando as regras do jogo, e defenda em muitos casos a liberdade de expressão sem restrições casuísticas, ela é tida também, muitas vezes, como um grupo autoritário, que ameaça a democracia e deve ser rechaçado pelos "verdadeiros" democratas, que se consideram como "legítimos" representantes do povo.

Neste cenário hostil, que só alimenta o ressentimento contra o sistema dos que se identificam com a direita, poucos, muito poucos, procuram realmente compreender, sem visões preconcebidas, o que está por trás de sua ascensão recente, em vez de simplesmente depreciar e combater o grupo, como se ele não representasse os interesses legítimos de boa parte da população. Sei que se trata de uma missão de altíssimo risco, mas mesmo assim vou me aventurar a fazer isso aqui, de forma resumida, procurando ir além da narrativa dominante entre os chamados "formadores de opinião", para tentar entender melhor o fenômeno.

Antes de mergulhar no assunto, porém, é preciso fazer uma distinção importante. Embora a rejeição de seus oponentes atinja a direita como um todo, foi a direita........

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