Nova tarifa branca: quando a ordem dos fatores altera o produto
Diretora do FGV-Ceri (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV), foi diretora da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e professora visitante na Harvard Kennedy School
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A busca por eficiência econômica passa por preços que reflitam custos. Quando consumidores respondem a preços mais altos, sinalizam escassez, estimulam investimentos e ajudam a reduzir custos no futuro. Essa lógica funciona em muitos mercados —e é ela que inspira a proposta do regulador de ampliar o alcance da chamada tarifa branca no setor elétrico.
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A ideia é simples: preços mais altos no horário de pico e mais baixos fora dele. Ao deslocar consumo para momentos em que o sistema está menos pressionado, os consumidores ajudariam a reduzir custos atuais e futuros para todos. Em tese, trata-se de um instrumento eficiente de sinalização econômica.
A experiência brasileira, porém, recomenda cautela. Adotada em 2018, a primeira versão da tarifa branca atraiu adesão inferior a 0,1% dos consumidores —provavelmente concentrada entre os mais atentos, inovadores ou confiantes na capacidade de ajustar seu padrão de consumo. O efeito........
