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A IA já escreve melhor do que você?

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17.02.2026

Joel Pinheiro da Fonseca

Economista, mestre em filosofia pela USP

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A IA já escreve melhor do que você?

Natalia Beauty tem razão ao dizer que as ferramentas de IA democratizam o que antes era uma habilidade de poucos

O que dói não é a IA produzir bons textos, mas perceber que muito da nossa 'genialidade' era técnica automatizável

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Natalia Beauty é o futuro. Ela tem razão ao dizer que as ferramentas de IA democratizam o que antes era uma habilidade de poucos: transformar ideias e argumentos em texto, imagem ou vídeo, antes o monopólio de intelectuais e artistas.

A maioria das pessoas aceita sem grandes problemas o uso de IA para fazer pesquisas, traduzir ou revisar gramática; mas escrever texto? Aí não! Formular as frases que irão para o papel seria ir longe demais, isso já invadiria o santuário da criatividade.

Eu não gosto do estilo padrão dos textos de IA, que aliás é fácil de identificar. Mas muita gente não só não liga como gosta, a julgar pelo sucesso de contas nas redes que vivem de publicar textos obviamente gerados por IA.

Com alguns ajustes nas instruções, ademais, é possível melhorar o estilo padrão, fazendo-o inclusive imitar o nosso próprio. A qualidade aumenta a cada atualização. Ou seja: aquela habilidade longamente cultivada de escrever um texto —ou de criar uma ilustração, ou programar um aplicativo— vai valer cada vez menos no mercado. A habilidade de encontrar e encadear as palavras é uma como tantas outras.

E até aqui estamos ainda tratando o núcleo do pensamento —o ter ideias e pensar argumentos— como prerrogativas humanas. E se "autores" de IA forem capazes de prever e expressar com mais talento as diferentes posições em cada novo assunto do debate público? A maioria de nós não quer ouvir um personagem inexistente de IA. Mas, se ele fosse apresentado como uma pessoa real, quantos de nós perceberíamos? Talvez já estejam por aí.

"A IA não pensa, ela só junta palavras". É verdade. Mas isso não importa se o resultado da simulação inconsciente for melhor e mais rápido que o resultado das máquinas pensantes de nossas cabeças. Nós só temos acesso aos produtos das outras mentes, não à caixa-preta que os gerou.

A extensão da mudança ainda não está clara. Os ganhos econômicos de produtividade prometidos pela nova geração de IA ainda não apareceram com clareza nos números, mas muita coisa já está mudando. Pode ser algo singelo como a redução da demanda por mão-de-obra intelectual em funções mais burocráticas. Ou pode ser que o trabalho intelectual humano seja completamente transformado. Esses dias uma IA fez uma descoberta em física de partículas. Quem fingir que nada está acontecendo será atropelado.

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Os pretextos para fugir da IA são muitos: o estilo clichê, as alucinações (cada vez mais raras), mitos sobre uso excessivo de água ou de energia, violação de propriedade intelectual. O resultado é um só: te deixar despreparado para uma mudança que, gostemos ou não, virá. Por isso, não queiram banir Natalia Beauty: aprendam com ela. E com a Folha, o palco ideal desse debate, por permitir visões radicalmente diferentes com grande liberdade de atuação. Isso é um mérito.

Aproveitei e pedi para o GPT 5.2 usar sua criatividade e insight para escrever um último parágrafo que dê uma conclusão às ideias aqui apresentadas. Lá vai:

O que dói não é a IA produzir bons textos. É perceber que muito da nossa "genialidade" era técnica automatizável. Se uma simulação fria nos superar, não será porque a máquina ganhou consciência —será porque superestimamos a profundidade do nosso próprio pensamento.

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