menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Imposto de Renda precisa amadurecer

12 0
16.02.2026

Reforma tributária para leigos e especialistas; com apoio de MaisProgresso.org

Link externo, abre página da no Twitter

Recurso exclusivo para assinantes

Imposto de Renda não para de crescer, mas precisa amadurecer

Arrecadação do IR cresceu 70% em termos reais nos últimos dez anos, quase o dobro da média geral

Tributo precisa de novas reformas para ser mais justo com empresas e trabalhadores

dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login

Recurso exclusivo para assinantes

Os números da arrecadação federal em 2025 reforçam a necessidade de buscar mudanças na tributação do lucro das empresas e da renda das pessoas físicas, tema que deveria estar na agenda dos candidatos à Presidência.

Nos últimos dez anos, os tributos sobre renda e patrimônio se consolidaram como a principal fonte da arrecadação administrada pela Receita Federal. Esse crescimento se deve principalmente à expansão do Imposto de Renda, cuja receita também é compartilhada com estados e municípios.

Enquanto isso, impostos e contribuições sobre consumo e folha de salários perdem espaço nas contas do governo federal. Principalmente por causa das desonerações do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do fraco desempenho das contribuições para a Previdência Social.

Os números recentes mostram ainda mudança na composição do Imposto de Renda, com uma tendência de crescimento maior na arrecadação em cima do lucro das empresas do que em relação aos ganhos das pessoas físicas.

De 2015 a 2025, os tributos sobre renda e patrimônio subiram de 33% para 40% do total arrecadado. Nos últimos quatro anos, o Imposto de Renda sozinho respondeu por um terço de toda a arrecadação da Receita Federal.

Ao mesmo tempo, a tributação sobre bens e serviços caiu de 33% para 27%. Abriu-se uma diferença de 13 pontos percentuais em uma década que incluiu diferentes governos.

A arrecadação do Imposto de Renda cresceu quase 70% em termos reais nesse período, enquanto o total administrado pela Receita avançou cerca de 35%.

Todas as categorias desse imposto cresceram, mas o aumento na arrecadação sobre as empresas (75%) foi maior do que sobre as pessoas físicas (60%).

Esses números refletem, por exemplo, o efeito da pejotização —quando pessoas físicas abrem empresas para pagar menos imposto—, que teria sido mais forte do que o impacto da falta de correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física). A arrecadação da Previdência, aliás, cresceu 18%, praticamente a metade do avanço no total administrado pelo fisco.

A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha

O aumento na tributação da renda na comparação com outras fontes (como consumo e folha de pagamento) é positivo quando se olha para as recomendações internacionais e para como os países desenvolvidos estruturam seus impostos.

Porém, a nossa tributação da pessoa física ainda é baixa, comparada à média dos países da OCDE, enquanto o peso dos impostos sobre o lucro das empresas é praticamente o dobro.

Relatório divulgado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) na semana passada confirma esse diagnóstico. O órgão analisou o sistema de tributação da renda e recomendou que o governo federal estude mudanças e apresente uma proposta legislativa.

Entre as recomendações está revisar a tabela do IRPF, com atualização no patamar de isenção, ampliação no número de faixas e aumento das alíquotas máximas para os maiores rendimentos.

Um segundo ponto é rever os regimes especiais do Simples Nacional e do Lucro Presumido —que oferecem vantagens fiscais para pequenas e médias empresas. A ideia é manter esses benefícios apenas para aquelas que realmente são pequenas, além de simplificar o regime para as grandes companhias (Lucro Real).

São mudanças que buscam trazer mais justiça fiscal e, ao mesmo tempo, alinhar o Brasil ao padrão internacional em relação à tributação do lucro.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login

Recurso exclusivo para assinantes

sua assinatura pode valer ainda mais

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

sua assinatura vale muito

Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

Leia outros artigos desta coluna

https://www1.folha.uol.com.br/blogs/que-imposto-e-esse/2026/02/imposto-de-renda-nao-para-de-crescer-mas-precisa-amadurecer.shtml

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

notícias da folha no seu email

Mais lidas em colunas

Mônica Bergamo Janja não entra na avenida, fica com Lula em camarote e é substituída por Fafá de Belém

Lygia Maria STF futebol clube não respeita as regras do jogo

Mônica Bergamo Carnaval 2026: Estou aberta a propostas, diz Luciana Gimenez

Painel Gestão Tarcísio de Freitas recebe R$ 1,3 bi com leilão e venda de imóveis

Bianca Santana Colonialismo no intervalo do Super Bowl


© UOL