Julgamento sobre eleição no Rio evidencia racha profundo no Supremo
Julgamento sobre eleição no Rio evidencia racha profundo no Supremo
O julgamento sobre a realização de eleições diretas ou indiretas para governador do Rio de Janeiro explicitou o profundo racha que tomou conta do Supremo Tribunal Federal, já abalado pela série de informações que envolveram ministros e seus parentes no noticiário tóxico do banco Master.
A decisão foi suspensa por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, mas o pedido de mais tempo para análise do caso foi atravessado pela antecipação de votos de alguns colegas, o que levou o placar do julgamento a quatro votos contra um pela realização de eleições indiretas —ou seja, pela escolha do sucessor de Claudio Castro dentro da Assembleia Legislativa do Rio, por meio dos votos dos deputados estaduais.
O único manifesto até o momento pela realização de eleições diretas —aquelas cuja escolha caberá ao cidadão fluminense— é do ministro Cristiano Zanin. Ele tende a contar com o apoio certeiro de ao menos três colegas, o que levaria o caso a um empate: quatro a quatro.
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As incógnitas são os votos dos ministros Dias Toffoli e Edson Fachin, presidente da corte. Este último, na bolsa de apostas do tribunal, tende a acompanhar os que pregam eleição indireta.
Claudio Castro e Douglas Ruas, o favorito para sucedê-lo no cargo, estão longe de serem figuras absolutamente influentes no STF.
A divisão interna, portanto, pouco tem a ver com os personagens em questão. Há, porém, um emaranhado de desilusão, descrença, desconfiança e até de irritação com o que vem sendo visto como uma sequência de gestos desrespeitosos de ambas as alas, uma contra a outra, hoje claramente delineadas na corte.
Deixando pouco espaço para sutilezas, o ministro Luiz Fux saiu em defesa da política do Rio de Janeiro, o Estado que mais acumula ex-governadores presos no Brasil, ao rebater Gilmar Mendes.
Citando textualmente o escândalo do Master, que aflige vários de seus colegas, Fux afirmou que, se a política fluminense estava condenada ao inferno, iria para os braços do Coisa Ruim ao lado de "altas autoridades".
Carmem Lúcia, por sua vez, deixando claro que não gostou de ouvir questionamentos dos colegas à decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a manobra de Castro, decidiu, num gesto raríssimo, antecipar seu voto, ampliando a maioria pela eleição indireta, mesmo com o pedido de vista de Flávio Dino já feito.
Mergulhado num debacle interno, o STF pouco faz para aplacar a ânsia do país por uma corte mais transparente, clara e centrada nos problemas do Brasil e não nos de suas próprias fileiras.
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