Amir Haddad e Renato Borghi levam histórias de luta e liberdade ao palco
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Não é uma peça. É um acontecimento. A montagem "Haddad e Borghi: Cantam o Teatro Livres em Cena", que chega ao Sesc Consolação após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, é a materialização de uma amizade de 70 anos e da história viva do teatro brasileiro. Pela primeira vez, Amir Haddad e Renato Borghi dividem o palco como protagonistas, em um formato que foge do convencional para celebrar a trajetória de dois grandes atores.
A ideia do espetáculo surgiu de forma tão orgânica quanto seu desenvolvimento em cena. "Ah, foi em um dia de comilança!", revela Borghi. "Fomos jantar na casa do Barata. Como sempre, era um festival de comida... O Barata nos viu conversando e disse: ‘Nossa, tenho que botar esses dois em cena’". O diretor Eduardo Barata confirma a anedota e acrescenta: "A diferença aqui é que a trajetória deles seria contada no palco por eles mesmos, de uma forma cênica, teatralizada, não como uma palestra".
O que o público encontra é uma roda de conversa que mescla memórias, causos e reflexões profundas sobre o ofício, pontuada por canções e textos de autores como Guimarães Rosa e Clarice Lispector. A direção de Barata optou por um roteiro que serve mais como um mapa do que um script rígido.
"Existe uma ordem. É um roteiro que surgiu depois de dez ou 12 encontros de conversa com eles... Eles são provocados pelos quatro atores que estão em cena", explica o diretor. Esses atores —Débora Duboc, Duda Barata, Élcio Nogueira e Máximo— atuam como anjos da guarda, guiando a narrativa.
A dinâmica entre os mestres no palco espelha suas........
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