Políticas, Medidas e Reformas
Tornou-se frequente chamar ‘reformas’ a medidas avulsas que, mudando alguma coisa, deixam o essencial na mesma. Estes dois planos não devem ser confundidos. As políticas devem ser definidas de forma consistente e, depois, traduzidas em medidas que terão de formar um todo coerente. As medidas de política podem ter uma natureza de curto prazo - dirigidas à regulação da conjuntura ou a questões transitórias - ou ser inseridas nas muito faladas, mas nem sempre bem caracterizadas, reformas estruturais. Estas são as que permitem elevar o produto potencial, ou seja, a capacidade produtiva da economia com os recursos de que dispõe.
Muitas vezes também se presume que as reformas estruturais têm custos sociais significativos e que, por isso, são impopulares. É um entendimento errado. A subida do produto potencial leva a um aumento da riqueza dos portugueses em geral. O problema é que esse tipo de reformas leva tempo a produzir efeitos e, no curto prazo, pode haver grupos negativamente afetados. A arte está em encontrar mecanismos de transição e de compensação temporária e justa para os perdedores transitórios. Se dúvidas........
