Viver, sim, é preciso
Que pode ainda unir-nos numa vontade coletiva, dirigida não a beneficiar-nos — a nós e à prole — mas a mudar o mundo, o mundo todo e de todos?
Uma pessoa acorda, olha em redor e parece que nada a motiva a continuar a rotina que um dia abraçou.
Rotina, a que chamamos vida, a vida que levamos e que, de repente, parece ter deixado de fazer sentido.
Descobrimos, então, que não sabemos já bem a quem ela serve.
No mundo atual – constatamos então – pouco espaço resta, ainda, para os outros; aqueles a quem a vida que levamos deveria realmente beneficiar.
Sabemos que a vida tem um propósito mais vasto, mas ignoramos cada vez mais o rosto, próximo ou distante, dos que justificam o nosso esforço quotidiano.
No final da procura que iniciámos, acabamos por descobrir-nos apenas a nós mesmos, sozinhos e ensimesmados.
Ponderamos, então, se valeu a pena esse esforço.
Mas não obtemos,........
