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Desafios e prioridades para 2026. Teresa Freitas, EY: Promover uma cultura de aprendizagem contínua e resiliência entre os colaboradores

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13.02.2026

Teresa Freitas, director Talent Team da EY, afirma que «as empresas que conseguirem adaptar as suas abordagens às necessidades individuais dos colaboradores, oferecendo flexibilidade, oportunidades de crescimento e um ambiente inclusivo, estarão numa posição privilegiada para atrair e reter talentos».

Em 2026, antevejo que o principal desafio na Gestão de Pessoas será a adaptação à transformação digital e à automação. A rápida evolução tecnológica está a mudar a forma como trabalhamos, exigindo que as empresas reavaliem as suas estratégias de gestão de talentos. A resistência à mudança e a falta de competências digitais são barreiras significativas que muitas organizações enfrentarão. Portanto, será crucial promover uma cultura de aprendizagem contínua e resiliência entre os colaboradores.

Uma tendência para a qual muitas empresas e profissionais ainda estão mal preparados é a Directiva da Transparência Salarial da União Europeia. Esta nova legislação exige que as empresas sejam mais transparentes em relação às suas políticas salariais, o que pode gerar desafios significativos em termos de equidade e justiça salarial. Muitas organizações ainda não têm processos adequados para garantir a conformidade com estas novas exigências, o que pode levar a conflitos internos e à insatisfação dos colaboradores.

Para 2026, identifico três acções prioritárias na EY no âmbito da Gestão de Pessoas:

1. Desenvolvimento de Competências Digitais: através de programas de formação contínua que capacitem os colaboradores a utilizar novas tecnologias e ferramentas digitais, preparando-os para um ambiente de trabalho em constante evolução.

2. Promoção do Bem-Estar Mental e Físico: através de iniciativas que priorizem a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores, bem como programas de apoio psicológico e actividades conjuntas, para fortalecer a coesão entre as equipas.

3. Mobilidade Interna e Internacional: através dos programas de mobilidade da EY que permitem que os colaboradores explorem diferentes funções e áreas dentro da EY, bem como oportunidades em escritórios da EY no estrangeiro. Estes programas não só promovem o desenvolvimento de competências diversificadas, mas também aumentam a retenção de talentos ao oferecer experiências enriquecedoras e oportunidades de crescimento global na carreira.

Por fim, ao olhar para o futuro, antevejo uma grande diferença no mundo do trabalho em 2030: a personalização da experiência do colaborador. As empresas que conseguirem adaptar as suas abordagens às necessidades individuais dos colaboradores, oferecendo flexibilidade, oportunidades de crescimento e um ambiente inclusivo, estarão numa posição privilegiada para atrair e reter talentos. A tecnologia permitirá uma maior personalização, mas será a empatia e a compreensão das necessidades humanas que farão a diferença.

Este artigo foi publicado na edição de Janeiro (nº. 181) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.


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