Quando a inovação deixa de ser discurso e passa a decidir o futuro das empresas
Por Cynthia Bravo, Country Head na MJV Technology & Innovation Portugal
A inovação tem sido tratada como um exercício de antecipação: olhar para o futuro, mapear tendências e preparar planos para “o que aí vem”. Esse tempo acabou. A transformação agora está integrada, silenciosa e a operar em cada interação, serviço e decisão de negócio.
A inteligência artificial é talvez o exemplo mais evidente desta mudança. Já não é uma tecnologia pontual, acionada apenas em momentos específicos, mas sim ubíqua, embebida nos sistemas, nos canais de relação com o cliente, nas operações e na própria tomada de decisão. O desafio, agora, é integrá-la com estratégia, governação e propósito.
Tecnologia sem estratégia falha, mesmo quando funciona
Em 2025, o ecossistema de inovação foi abalado por um dado do MIT: 95% dos pilotos de IA generativa estariam a falhar. Olhando para trás, percebemos que a “falha” era, na verdade, o processo natural de aprendizagem. É prematuro ler esse número como como um veredito sobre a tecnologia, é muito mais provável que seja um sintoma da imaturidade estratégica de um momento em que ainda andávamos a tatear o terreno. Muitos dos insucessos foram o esperado e o comum custo de maturação necessário para as organizações que tentaram replicar modelos alheios em vez de potenciarem os seus........
