A milícia paramilitar de Trump
Nas últimas semanas multiplicaram-se nos EUA os escândalos provocados pelo uso da força por parte do ICE (Immigration and Customs Enforcement), um organismo criado para expulsar imigrantes ilegais, mas que não se fica por aí.
Os agentes do ICE dizem gozar de total imunidade e até desafiam sentenças de tribunais. O semanário The Economist tomou recentemente este caso como artigo de capa, isto é, artigo principal. E formula uma interrogação: estará o Presidente americano, Donald Trump, a construir a sua milícia paramilitar?
Como sempre, Trump recuou quanto a vários escândalos, nos quais o ICE terá excedido os seus poderes, face à constituição dos EUA. O ICE procedeu à prisão de pessoas, alguma das quais foram mortas por balas disparadas por agentes do ICE, assim como fez buscas em casas de cidadãos americanos, tudo ações violando a quarta Emenda da constituição americana.
Ora os recuos de Trump não permitem concluir que ele terá desistido de impor uma milícia paramilitar aos Estados americanos, sobretudo aos governados por políticos do partido democrático. No fundo, o comportamento do ICE é um atentado contra os direitos dos cidadãos dos EUA.
Se muitos políticos americanos, por oportunismo, evitam afrontar Trump, o que se passa com o ICE é diferente. Por isso se exige que políticos do partido democrático e do partido republicano tomem posição quanto a este atentado à República, no seu 250º aniversário que este ano se comemora.
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