Nada mais a dizer e... prognósticos só no fim da guerra
Um amigo meu que, por qualquer razão (talvez apenas pela estima entre nós de muitos anos), gostava de ler a minha colaboração ocasional no PÚBLICO, pergunta-me insistentemente por que deixei de escrever para o jornal, tendo em conta o significado histórico das guerras que, infelizmente, abalam o Médio Oriente, a Europa e a América, para não falar das sempre silenciadas guerras do Sudão e da guerra repressiva do Estado talibã, nomeadamente contra as mulheres, no Afeganistão. Porque não falo de Putin, de Trump, de Netanyahu e de outros ditadores que estão a destruir o conceito de Democracia e da Ordem Internacional? Respondo-lhe que há muito não escrevo porque — além de alguns artigos anteriores terem sido enviados para o PÚBLICO “em linha”, de que não gosto, pois sempre li os jornais em papel — está tudo dito. Ou seja, deixo o que resta dizer para os comentadores políticos, os chamados especialistas e os estrategas militares que se vão entretendo, com proveito ou sem ele, com a função de simplesmente falar, ressalvando honrosas excepções de alguns que estudam verdadeiramente os temas e nos........
